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Tipos de etapa

O editor oferece treze tipos de etapa, agrupados em quatro famílias na paleta. Esta página descreve cada um: para que serve, como se usa, o que produz e onde ele para.

Os treze de relance​

FamíliaNa paletaPara que serve
DadosConsultar APIChamar um sistema externo por HTTP
DadosReorganizar dadosRemontar dados que você já tem, sem chamar nada
DadosConsultar dados corporativosLer dados governados do Infinite Data
DadosExecutar automaçãoRodar um programa publicado, com entrada e saída declaradas
DadosPreparar dadosMontar um objeto campo a campo para a próxima etapa
InteligênciaGerar com um modeloMandar um texto a um modelo e receber a resposta
InteligênciaTarefa com IADelegar uma tarefa que exige julgamento e ferramentas
ControleCondiçãoSeguir por "Sim" ou "Não" conforme uma comparação
ControleEscolher um caminhoSeguir por um entre vários caminhos nomeados
ControleCombinar resultadosJuntar o que veio de vários caminhos
ControlePara cada itemRepetir o mesmo tratamento para cada item de uma lista
ControleAguardarPausar por um tempo ou até uma data
ControleAprovação humanaPausar até alguém aprovar ou recusar
ControleChamar outro agenteExecutar outro agente publicado e usar o resultado
SaídaResultadoEncerrar a execução com a saída final
"Tratar erro" não é uma etapa

É uma ligação. Toda etapa que pode falhar tem uma saída "Se falhar" — ligá-la a outra etapa desvia o fluxo. Ver O caminho de erro.

Três coisas que valem para todas​

Dados de outras etapas entram por escolha, não por digitação. Onde um campo aceita valor dinâmico, você usa o botão Dado para escolher a origem: um campo do que disparou a execução, a saída de uma etapa anterior, ou informação da própria execução. A etapa escolhida precisa rodar antes desta — o editor recusa uma referência para a frente. Ver Dados entre etapas.

Determinístico ou não. As etapas de Dados e Controle dão o mesmo resultado para a mesma entrada. As de Inteligência não — a mesma pergunta pode gerar respostas diferentes. Isso muda como você testa e o que você promete a quem usa o agente.

Só entra o que o espaço liberou. A paleta mostra os tipos, mas o que cada etapa alcança — endereços, ações, recursos da IA, skills — depende da liberação do espaço. Ver Recursos liberados.


Dados​

Etapas determinísticas: quem executa é o próprio Agents, sem IA no meio.

Consultar API​

Para que serve. Integrar com qualquer sistema que fale HTTP — criar um chamado, buscar um cadastro, disparar um webhook de terceiro.

Como usar. Escolha o método, informe o endereço e preencha parâmetros, cabeçalhos e corpo. Se o sistema exige credencial, use a seção Autenticação — a credencial vira um segredo do espaço e o agente guarda só a referência. O endereço precisa estar na lista liberada do espaço, ou a publicação é recusada.

Produz. Código HTTP, corpo em JSON, corpo em texto, cabeçalhos e se a resposta foi truncada.

Onde para. Tempo limite de 30 segundos por padrão, até 120. Resposta acima de 1 MiB vem truncada e marcada. Até 3 redirecionamentos.

Página própria: Consultar uma API.

Reorganizar dados​

Para que serve. Remontar dados que você já tem — renomear campos, agrupar, achatar uma estrutura — sem chamar sistema nenhum.

Como usar. Monte o objeto escolhendo, para cada campo, de onde vem o valor. É só isso: não há endereço, credencial nem código.

Produz. Exatamente o objeto que você montou.

Quando preferir esta e não "Preparar dados". As duas montam um objeto e nenhuma chama nada. Use Reorganizar dados quando a remontagem faz parte da sequência de integração, junto das outras ações; use Preparar dados quando é só um passo de arrumação entre duas etapas. Se estiver em dúvida, qualquer uma serve.

Consultar dados corporativos​

Para que serve. Ler dados governados do Infinite Data de dentro de um fluxo — um saldo, um histórico, uma lista de clientes — sem exportar nada.

Como usar. Escolha a ação: executar uma consulta, ou explorar o catálogo (listar catálogos, esquemas, tabelas, descrever uma tabela). Para consultar, escreva o SQL. A consulta é somente leitura.

Quem enxerga o quê. A consulta roda com a identidade de quem acionou a execução, não com uma conta de serviço. Quem não tem acesso a uma tabela no Infinite Data continua sem acesso a ela através do agente — as permissões são as mesmas dos dois lados.

Produz. As linhas, as colunas, a contagem, se o resultado foi truncado e o identificador da consulta.

Esta etapa exige uma pessoa

Como ela usa a identidade de quem pediu, um agente com esta etapa não funciona acionado por agendamento nem por endpoint — nesses casos não há pessoa, e a etapa falha em vez de escolher uma identidade por conta própria. Agentes com consulta a dados corporativos são acionados por pessoas.

Página própria: Consultar dados corporativos.

Executar automação​

Para que serve. Rodar uma automação publicada — um programa versionado, com entrada e saída declaradas — quando a tarefa é determinística e precisa ser sempre igual: sincronizar um cadastro, ligar um recurso, aplicar uma rotina.

Como usar. Escolha a automação e a versão exata (nunca "a mais recente"), preencha as entradas e decida o que fazer se ela falhar: interromper a execução ou seguir pelo caminho de erro.

Não existe campo de comando, script ou shell — e a ausência é proposital. Você escolhe uma automação que alguém publicou e a organização adotou; você não escreve código dentro do agente.

Produz. A saída da automação, se houve alteração, quanto tempo levou e a versão que rodou.

Onde para. O tempo limite efetivo é o menor entre o da etapa, o da automação e o da organização.

Quando preferir esta e não "Consultar API". Uma consulta HTTP é uma requisição. Se a integração exige autenticar, paginar e tratar erros específicos, isso é um procedimento — e procedimento é automação. Nenhuma das duas usa IA.

Preparar dados​

Para que serve. Montar o dado final campo a campo, geralmente antes do Resultado, ou preparar a entrada da próxima etapa: juntar dois campos, renomear, fixar um valor.

Como usar. Para cada campo do objeto, escolha de onde vem o valor. Não executa código.

Produz. Exatamente o objeto que você montou.


Inteligência​

As duas etapas que usam modelos. A escolha entre elas é a decisão mais consequente do editor.

A diferença que decide​

Gerar com um modeloTarefa com IA
O que éUma pergunta, uma respostaUma tarefa, com iteração
Usa ferramentasNãoSim, as liberadas
Abre ou gera arquivoNãoSim
Custo e previsibilidadeMenor, mais previsívelMaior, variável
Exige conta de serviçoNãoSim

Quem precisa de ferramenta ou de arquivo usa Tarefa com IA. Quem só precisa transformar texto em texto usa Gerar com um modelo — é mais barato e mais previsível.

Gerar com um modelo​

Para que serve. Escrever, resumir, classificar, traduzir ou extrair — tarefas em que a resposta é o texto.

Como usar.

CampoUso
ModeloUm dos modelos disponíveis
O que pedir ao modeloO pedido, com dados de etapas anteriores pelo botão "Dado"
Como o modelo deve se comportarOpcional. Vale para a resposta inteira
Formato da respostaTexto corrido, ou campos para usar em outras etapas
Tamanho máximoSe a resposta bater no limite, a etapa falha em vez de entregar texto cortado
CriatividadeDe previsível a mais variado

Produz. O texto gerado, o modelo usado, o motivo da parada e os tokens consumidos.

Esta etapa não repete sozinha

Uma resposta ambígua pode já ter sido cobrada, e repetir automaticamente cobraria de novo. Se precisar de nova tentativa, ela é explícita.

Tarefa com IA​

Para que serve. Delegar uma tarefa que exige julgamento a cada execução e o uso de ferramentas — analisar um conjunto de documentos, investigar um caso, produzir um relatório.

Como usar. Escreva o objetivo como você pediria a uma pessoa. Depois decida o que ela pode usar: nenhuma ferramenta, uma lista escolhida, ou tudo que o espaço liberou. Declare o que ela precisa devolver.

Três campos evitam a maior parte dos problemas:

  • Ferramentas obrigatórias — a etapa falha antes de gastar o modelo se alguma estiver indisponível.
  • Deve produzir arquivo — a etapa falha se o arquivo prometido não for salvo de fato.
  • Formato da resposta — declara os campos esperados, que passam a ser verificáveis.

Uma etapa sem nenhum dos três é inverificável: ela sempre "termina", e ninguém consegue dizer se fez o trabalho. A publicação avisa quando isso acontece.

Produz. O texto, o identificador da sessão, quantas ferramentas usou e os campos declarados.

Exige. Uma conta de serviço configurada no espaço — sem ela a publicação é recusada. Ver Conta de serviço.

Página própria: Tarefa com IA.


Controle​

Decidem por onde o fluxo segue. Nenhuma delas transforma dados.

Condição​

Para que serve. Seguir por um de dois caminhos conforme uma comparação.

Como usar. Monte a comparação escolhendo um dado, um operador e um valor. Ligue as duas saídas: Sim e Não. Os operadores dependem do tipo do dado:

TipoOperadores
Textoé igual a · é diferente de · contém · não contém · está vazio · não está vazio
Númeroé igual a · é maior que · é maior ou igual a · é menor que · é menor ou igual a
Sim/nãoé verdadeiro · é falso
Listacontém · não contém · está vazia · não está vazia · tem exatamente · tem mais de · tem menos de
Objetopossui o campo · não possui o campo
Qualquerfoi informado · não foi informado

Sem o caminho Não, a execução não segue quando a comparação for falsa.

Escolher um caminho​

Para que serve. Seguir por um entre vários caminhos nomeados — substitui uma pilha de condições encadeadas.

Como usar. Escolha o dado a avaliar e declare os caminhos. Eles são avaliados de cima para baixo e o primeiro que casar leva. Use o caminho padrão ("Qualquer outro") para o que não se encaixar — sem ele, um valor inesperado faz a execução parar sem seguir por lugar nenhum.

Até 12 caminhos.

Combinar resultados​

Para que serve. Juntar o que veio de vários caminhos em um dado só.

Como usar. Ligue duas ou mais etapas a esta — as origens vêm das ligações, não de uma lista que você preenche.

OpçãoEscolhas
Como combinarUm campo por etapa (recomendado) · Uma lista, na ordem das ligações
Nome de cada origemEm branco, vale o nome da etapa
Se uma origem não trouxer dadoIncluir como vazio (recomendado) · Deixar de fora · Falhar

Um caminho que não rodou aparece como vazio, e não some: um resultado incompleto não deve se parecer com um completo.

Para cada item​

Para que serve. Repetir o mesmo tratamento para cada item de uma lista — um e-mail por cliente, uma verificação por servidor.

Como usar. Escolha a lista e o agente que trata cada item. Dentro desta etapa, o item e a posição ficam disponíveis para montar os dados. O máximo de itens é obrigatório, com teto de 50.

Cada item vira uma execução do agente escolhido, com progresso próprio e visível na linha do tempo.

Onde para. Uma lista maior que o máximo falha em vez de ser cortada em silêncio — truncar entregaria um resultado parcial com cara de completo.

Reinício não reprocessa

A lista é congelada quando a etapa começa e o progresso fica registrado. Se a plataforma reiniciar no meio, ela retoma de onde parou — ninguém recebe o mesmo e-mail duas vezes.

Aguardar​

Para que serve. Pausar o fluxo — esperar um sistema externo processar, respeitar uma janela, adiar até uma data.

Como usar.

ModoUso
Por um tempoEm segundos, menor que o tempo limite do agente
Até uma data e horaUm instante fixo ou vindo de uma etapa anterior

A pausa é durável: a execução para de verdade, não consome recursos e volta sozinha na hora marcada. Um instante que já passou não é erro — a etapa segue na hora. Teto de 30 dias.

Aprovação humana​

Para que serve. Exigir decisão de uma pessoa antes de continuar — publicar, pagar, apagar.

Como usar. Escreva o título e o resumo que a pessoa vai ver (podem incluir dados da execução), defina quem pode aprovar e, se quiser, um prazo. Sem prazo, espera indefinidamente.

A pausa é durável: pode esperar dias sem consumir recursos.

Produz. Se foi aprovada, quem decidiu e o comentário.

Página própria: Aprovação e espera.

Chamar outro agente​

Para que serve. Reaproveitar um agente que já existe em vez de duplicar o fluxo dentro deste.

Como usar. Escolha o agente e a versão ativa exata — nunca "a mais recente". O agente chamado roda no mesmo ambiente que este e devolve o resultado para a etapa seguinte.

Onde para. Profundidade máxima de 3 encadeamentos, e a plataforma recusa ciclos — um agente não pode chamar a si mesmo, direta ou indiretamente.

Página própria: Chamar outro agente.


Saída​

Resultado​

Para que serve. Encerrar a execução com o resultado final — é o que a API devolve a quem acionou o agente.

Como usar. Escolha os campos que ele devolve e de onde vem cada valor. Todo agente precisa de pelo menos um Resultado, e ele não tem saída: é o fim do caminho.


O caminho de erro não é uma etapa​

Não existe uma caixa "Tratar erro" na paleta. O que existe é uma saída a mais nas etapas que podem falhar: "Se falhar".

Ligá-la a outra etapa desvia o fluxo quando a etapa falha — mas a etapa continua marcada como falha, e o resultado da execução registra que houve falha tratada. Erro tratado não vira sucesso limpo, porque quem lê o histórico precisa saber que algo deu errado.

Ver Quando algo falha.

O que cada etapa suporta​

EtapaCaminho de erroTentativasTempo limite
Consultar API✅✅✅
Reorganizar dados✅✅✅
Consultar dados corporativos✅✅✅
Executar automação✅✅✅
Preparar dados✅—✅
Gerar com um modelo✅—✅
Tarefa com IA✅✅✅
Condição———
Escolher um caminho———
Combinar resultados——✅
Para cada item✅—✅
Aguardar———
Aprovação humana———
Chamar outro agente✅✅✅
Resultado———

Etapas determinísticas de controle não repetem porque repetir daria o mesmo resultado.

O que não aparece na paleta​

Conectores — Outlook, Teams, Slack e webhooks de entrada não são etapas. Eles são integrações configuradas fora do fluxo; dentro dele, o que você usa é Consultar API.

Etapas previstas e ainda não disponíveis — caminhos em paralelo, laço condicional e execução de código não existem hoje. Se uma definição vinda de fora pedir uma delas, a publicação recusa e diz qual é: um tipo desconhecido nunca é ignorado em silêncio, porque isso publicaria um agente que faz menos do que o desenhado.

Próximos passos​