Consultar uma API
A etapa Ação do fluxo com a ação de consulta HTTP chama um sistema externo e devolve a resposta. É determinística: mesma entrada, mesmo resultado.
O formulário
| Campo | Uso |
|---|---|
| Endereço | A URL completa. http ou https |
| Método | GET, POST, PUT, PATCH, DELETE — escolhido de uma lista |
| Parâmetros de consulta | Campo próprio, codificado pela plataforma |
| Cabeçalhos | Nome e valor |
| Corpo | Para os métodos que o aceitam |
| Tempo limite | Dentro do teto da plataforma |
Produz: código HTTP, corpo em JSON, corpo em texto, cabeçalhos e se a resposta foi truncada.
Concatenar parâmetros na URL faz um valor com espaço, acento ou & montar uma requisição diferente da que você escreveu. O campo próprio é codificado corretamente.
Autenticação
Quase toda API pede credencial. A seção Autenticação do formulário cobre as formas usuais, e em nenhuma delas você digita a credencial dentro da etapa:
| Forma | Quando usar |
|---|---|
| Sem autenticação | APIs públicas |
| Bearer | Um token no cabeçalho Authorization — o mais comum |
| API Key | Uma chave em um cabeçalho de nome próprio, ou em um parâmetro da URL |
| Basic | Usuário e senha |
| OAuth 2.0 (client credentials) | A plataforma obtém o token com o cliente e o segredo, e o renova sozinha |
| Personalizada | Quando o sistema exige um arranjo que não é nenhum dos anteriores |
Escolhida a forma, você indica qual segredo do espaço fornece o valor. A etapa guarda a referência ao segredo; o valor fica no cofre e entra na requisição só no instante da chamada.
Por que a credencial não fica na etapa
Uma versão publicada é imutável. Uma chave digitada num cabeçalho entraria nela e não sairia mais — nem por edição, nem por rotação. Por isso a publicação recusa valores que parecem credencial.
Com a credencial como segredo, três coisas passam a funcionar:
- Rotação sem republicar. Você substitui o valor do segredo e todos os agentes que o referenciam passam a usar o novo. Nenhuma definição muda, nenhuma versão é republicada.
- Revogação imediata. Desativar o segredo corta o uso na hora, sem apagar o registro de que ele existiu.
- Nada aparece no histórico. O que fica registrado da execução mostra o cabeçalho de autenticação como
••••••••. Nem quem tem acesso ao histórico vê o valor.
Criar o segredo
Segredos são criados na configuração do espaço, não dentro da etapa. Cada um recebe um identificador próprio — que começa com ags_ — e um nome que você escolhe para reconhecê-lo na lista.
Quem cria informa o valor uma vez. Depois disso ele não é exibido de novo em lugar nenhum: o cofre aceita substituir, nunca mostrar. Se você perdeu o valor, o caminho é gerar outro no sistema de origem e substituir aqui.
Ver Recursos liberados.
Um segredo declarado como exclusivo de produção é recusado quando o agente roda em development. A separação é proposital: um teste não deve alcançar o sistema real por descuido.
O endereço precisa estar liberado
O espaço mantém uma lista de endereços liberados. Um endereço fora dela é recusado na publicação, e não na primeira execução.
Se você precisa chamar um sistema novo, peça a liberação a quem administra o espaço. Ver Recursos liberados.
O que a publicação recusa
Estas verificações acontecem antes de a versão existir:
| Situação | Por quê |
|---|---|
| Endereço ausente ou inválido | Publicar sem endereço criaria uma versão imutável que falha na primeira execução |
Esquema diferente de http/https | Fora do que a plataforma executa |
| Endereço fora da lista liberada | Governança do espaço |
| Método inventado | Só os métodos da lista |
| Método montado a partir de dados | O método precisa ser fixo |
| Tempo limite fora da faixa | Fora do teto da plataforma |
| Cabeçalho reservado | Host, Content-Length e afins são da plataforma |
| Valor de cabeçalho que parece credencial | Ver abaixo |
| Parâmetro que a ação não tem | Erro de digitação vira recusa, não comportamento estranho |
Credencial em cabeçalho é recusada
Ver Autenticação. A publicação recusa um valor de cabeçalho que pareça credencial; o caminho é a seção de autenticação, com um segredo do espaço.
Proteção de rede
Mesmo com o endereço liberado, a plataforma resolve o nome no momento da chamada e bloqueia destinos internos — endereços privados, locais e de serviços de metadados —, inclusive quando um redirecionamento tenta levar para lá.
Um endereço montado a partir de dados publica com aviso: a plataforma não consegue afirmar de antemão para onde ele aponta, e a proteção passa a agir a cada conexão.
O que a publicação não faz
Ela não resolve o nome nem abre conexão para validar. Um agente correto não pode ficar impublicável porque o servidor do outro lado caiu naquele minuto.
Executar automação
Quando a chamada envolve mais do que uma requisição — autenticar, paginar, tratar erro específico —, o caminho é a etapa Executar automação: um programa publicado, com entrada e saída declaradas, adotado pela organização.
A diferença: a consulta HTTP é uma requisição; a automação é um procedimento. Nenhuma das duas usa IA.
Erros comuns
| Sintoma | Causa | O que fazer |
|---|---|---|
| Publicação recusada por endereço não liberado | O host não está na lista do espaço | Peça a liberação |
| Publicação recusada por parecer credencial | Chave escrita direto no cabeçalho | Use uma referência a segredo |
| A chamada é bloqueada em execução | O destino resolveu para um endereço interno | Confirme o endereço público do sistema |
| Resposta truncada | A resposta é maior que o limite | Reduza o escopo da consulta ou pagine |
Próximos passos
Esta página ajudou?
Reportar um problema nesta páginaNão envie senhas, chaves, tokens ou dados de clientes.